O prontuário preenchido com rasuras ou lacunas vira prova contra o cirurgião.
A rotina exaustiva de plantões e cirurgias consecutivas muitas vezes faz com que o preenchimento do prontuário seja empurrado para o final do dia ou feito de forma apressada. Pequenas anotações genéricas, falta de registro sobre intercorrências no pós-operatório ou correções manuais sobrepostas parecem inofensivas no dia a dia da clínica. O perigo real aparece quando esse prontuário é periciado em juízo e a ausência de dados vira a principal arma da acusação.
Perante o juiz e os conselhos de classe, o prontuário é o espelho fiel do atendimento prestado ao paciente. Lacunas temporais ou rasuras geram presunção de adulteração e invertem o ônus da prova contra o profissional de saúde. A perícia técnica não julga a intenção do médico, mas sim o que está formalmente documentado na folha de evolução diária e nas prescrições assinadas.
Adotar rotinas rigorosas de auditoria nos prontuários é a única barreira que sustenta a sua inocência em uma sindicância ética. Cada detalhe anotado com precisão clínica protege a sua reputação médica.
Se precisar de mais informações sobre o tema ou já passou por algo parecido, busque hoje mesmo um advogado.
